Percebi que era amor,
(Recorte 1)
quando me olhei no espelho
e senti tua falta.
(Recorte 2)
quando olhei uma foto tua
e ouvi o teu riso.
(Recorte 3)
quando entendi que a minha paz
era tirar o teu sossego.
(Recorte 4)
quando a manhã do café
era mais importante que o café da manhã.
(Recorte 5)
quando adicionei minha vida à sua
e encontrei 4 sorrisos e alguns latidos.
sábado, 21 de abril de 2018
domingo, 6 de abril de 2014
Não era chuva...
E hoje foi daqueles dias em que a vida não perdoa as águas que manda, lavando as dores de quem quer que passe por seu mausoléu . Eu, por mim, não me preocupei em me esconder pelos guarda-chuva alheios, como se assim pudesse me proteger dessa crueldade divina. Entreguei-me à chuva e aos ventos, abracei a culpa inerte e sorri... Que a água escorra! Que a chuva me lave a alma! Que eu chore e trema sem ninguém ver minha fraqueza, mas que nada me leve. Agora, comigo nada tenho, pois tudo que é meu é seu, e até eu mesma, onde quer que esteja, sei que lhe pertenço.
domingo, 5 de janeiro de 2014
Poedra
O sentimento alimenta a alma do poeta
que, mudo e distante,
escreve seus versos, inconstante,
com seu sincero coração de pedra.
que, mudo e distante,
escreve seus versos, inconstante,
com seu sincero coração de pedra.
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Epitáfio em Verso
De início tentei mergulhar no mar,
mas a água estava fria, não mergulhei.
Almejei pular do topo,
mas estava além da minha vertigem, não pulei.
Encontrei o caminho de casa e, na ânsia de me afugentar,
sequer o pôr-do-sol admirei.
Até que enfim cheguei à porta, alguém me abordou,
e na tentativa de acertar, mais uma vez eu me enganei.
Tudo não passava de um assalto,
Mas eu mal conseguia me mover.
O meu corpo já era cúmplice do medo,
era um amante da desistência.
Minha alma era a filha da calma,
era mãe da impaciência.
Soltei-me por completo,
e sem tempo de sentir o gélido chão,
foi tudo substituído pelo cheiro de morte
de quem morre como um reles cão.
Agora ouço sons que me remetem lembranças,
escuto vozes que confundem meus pensamentos.
Vejo sombras que se assemelham aos meus medos,
sinto facas que dilaceram meus sentimentos.
De tanto errar,
no fundo, eu só sinto revolta,
Se voltasse à vida, iria atrás das borboletas só para vê-las
voar,
Pois hoje sei que nem um belo jardim as trará pra mim de
volta.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Dos Anjos
segunda-feira, 8 de julho de 2013
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Medo breve, mas intenso.
O meu maior medo sempre foi a banalização de mim mesma...
Tenho medo de olhar para os espelhos e um dia só enxergar escuridão, medo de perder pedaços de mim e os deixar caídos no chão. Tenho medo de me ver e não reconhecer por estar inteiro, tenho medo de não me entender, de não passar de alguém sempre passageiro.
Na verdade, sinto que tenho medo de tudo, e ao mesmo tempo não tenho medo de nada, por estar perdida entre ideias, todas intensamente esvoaçadas.
Tenho medo de olhar para os espelhos e um dia só enxergar escuridão, medo de perder pedaços de mim e os deixar caídos no chão. Tenho medo de me ver e não reconhecer por estar inteiro, tenho medo de não me entender, de não passar de alguém sempre passageiro.
Na verdade, sinto que tenho medo de tudo, e ao mesmo tempo não tenho medo de nada, por estar perdida entre ideias, todas intensamente esvoaçadas.
domingo, 21 de abril de 2013
Bad day

Paula chega e se senta na primeira mesa ao lado da porta, olha o relógio e pensa: "Ele está atrasado."
Leo anda apressado, não quer perder a hora. Seu tênis já desamarrou três vezes no caminho de pouco mais de 300 metros do seu trabalho ao Café, e ele olhou no relógio agora pela segunda vez. "Ela não estará lá," balbuciou.
Ele passa pela porta, olha ao redor. "Ela está aqui."
Senta-se na mesa do canto; ajeita o cabelo; pede uma água.
Paula finge não reparar que ele chegou. "Ele nunca me nota." Pediu um café
Leo agradece o garçom. "Como é linda... Mas nunca será minha."
Ela olha para Leo, que desvia o olhar. "Como o queria, mas nunca será meu."
Alguém buzina na rua e os dois olham juntos e depois se entreolham. Ela esboça um sorriso, ele, um "olá," mas desistem. Paula ajeita o cabelo, mostra os brincos. Leo finge reparar na janela, mas olha para seus cabelos ondulados. Ela abre a bolsa como se o celular tocasse e assim ele imaginasse que ela não é qualquer uma. Leo sente ciumes, gostaria de possuir aquela boca que fala só para ele, mas o tempo corre e ele precisa voltar. Levanta rápido, paga a conta e volta seu olhar à porta como se nada tivesse ocorrido. Sai como se ela não fosse a única razão dele sempre estar ali, mas com a certeza de que amanhã ele vai consegui-la.
Paula suspira, queria aquele corpo colado no seu, queria ouvir sua voz no telefone que agora guarda. Ela queria olhar nos olhos que sequer olharam para trás, mas levanta-se devagar, paga a conta e se dirige ao garçom.
"Aquele rap... esquece."
Paula abre a porta e sai em sentido contrário ao de Leo, anda como se aquele fosse um destino certo, a última ida de quem decidiu nunca mais voltar.
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